Para comemorar esta data tão marcante que convida a reflectir sobre a importância determinante que este bem tem para a vida dos seres humanos, queremos partilhar com os nossos seguidores dois poemas: um de um poeta consagrado, António Gedeão, e outro de uma “poetisa” que conhecemos muito bem, Gracinda Santos.
Lição sobre a água
Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.
Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.
António Gedeão
Poema sobre a água
A água faz falta
a água é vida
toda a gota conta
mesmo a gota perdida
Não desperdices água
o planeta dela depende
sensibiliza a população
e ninguém se arrepende
Nós somos água
sem ela viramos pó
os animais sabem usá-la
humanos tenham dó
Eu nasço na foz
corro para o oceano
durante o caminho
fico sujo pelo humano
A água é o maior bem
que o homem tem na terra
dividam-na bem
para que não haja guerra
Tratem bem a água
agora enquanto é tempo
no futuro vossos netos
ficam sem ela seu sustento
Vamos economizar
a água pode acabar
quando parar para pensar
não vai adiantar
pois sem água vamos ficar
Eu sou a natureza
eu sirvo todos vocês
a vida de mim depende
de mim dependem vocês
Corre a água cristalina
mata a sede , é fresca e pura
ela faz muita falta
para regar nossa verdura
a água congelada torna-se gelo
a água fervida torna-se vapor
a água liquida é um consolo
quando está muito calor
Quando deixar este lugar
será melhor do que encontrei
meus netos terão
a água que economizei.
Gracinda Santos

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